Caso de sucesso · Câmara dos Deputados
Criada e testada dentro do Cefor a partir de 2015, a metodologia Estratégias de Produtividade formou 534 servidores da Casa em 21 eventos. Em 2023 foi adotada pela Escola Virtual de Governo e hoje acumula 79.546 inscrições em todo o país. O que a Câmara desenvolveu para si tornou-se política de capacitação federal.
534
servidores da Câmara formados
21
eventos no Cefor
79.546
inscrições na EVG/Enap
posição de 18/05/2026
+76
NPS na pesquisa oficial
n=17.910
A origem é interna. Não foi um curso comprado de fora e aplicado aqui.
A metodologia nasceu da prática de um servidor de carreira da Câmara dos Deputados, a partir de 2015, e foi lapidada em turmas sucessivas no Centro de Formação, Treinamento e Aperfeiçoamento (Cefor). Cada edição ajustou exercícios, ordem de conteúdo e linguagem à realidade de quem trabalha no serviço público, e não à de um público corporativo genérico.
Esse período de maturação dentro da Casa é o que explica o resultado posterior: quando o curso chegou à Escola Virtual de Governo, em agosto de 2023, ele já tinha sido testado em dezenas de turmas presenciais com servidores reais.
2015
Primeiras turmas presenciais no Cefor/Câmara dos Deputados, como parte da oferta regular de capacitação da Casa.
2019
A oficina "Tomada de Decisões e Priorização de Tarefas" é reconhecida como a mais bem avaliada da Semana de Produtividade do TCU, entre mais de 60 oficinas concorrentes.
ago/2023
O curso é adotado pela Escola Virtual de Governo (Enap), gratuito e aberto a todo o serviço público, com turmas mensais.
2023-2025
Vinte e nove turmas mensais consecutivas avaliadas pela Enap, com 24.580 respondentes à pesquisa de satisfação.
jun/2026
A iniciativa é submetida ao Prêmio Espírito Público (República.org), na categoria Gestão de Pessoas.
Os números da Câmara, que são o centro deste material.
Segundo declaração da Secretaria Escolar do Cefor, de 01/06/2026, a metodologia foi aplicada em 21 eventos, formando 534 servidores da Câmara dos Deputados.
Nota média 9,4/10, conforme declaração da Diretora do Cefor. Abaixo, o desempenho item a item, na escala de 1 a 5 usada pelo instrumento da Casa.
Fonte: avaliações de reação do Cefor, tabuladas a partir dos formulários originais. Apuração de 01/06/2026.
O alcance nacional não é o argumento. É a evidência de que o que a Casa produziu tinha qualidade para escalar.
Na Escola Virtual de Governo, o curso acumula 79.546 inscrições e 29.910 certificados, uma taxa de conclusão de 37,6%. Entre os inscritos, 24.087 se declararam servidores públicos.
Painel oficial da Enap, posição de 18/05/2026. A taxa é calculada sobre inscrições; sobre usuários únicos seria 40,4%.
O curso alcançou os 27 estados e o Distrito Federal, além de 0,3% de participantes no exterior.
Percentual de origem dos participantes. Percentuais somam 100,0% com os 27 UFs mais estrangeiros.
Série oficial obtida junto à Enap por Lei de Acesso à Informação (pedido nº 147456), cobrindo ago/2023 a dez/2025, 29 turmas mensais.
Vinte e nove turmas consecutivas avaliadas, sem interrupção.
| Mês | Respostas |
|---|---|
| ago/23 | 1.409 |
| set/23 | 1.546 |
| out/23 | 1.055 |
| nov/23 | 1.147 |
| dez/23 | 937 |
| jan/24 | 1.128 |
| fev/24 | 1.072 |
| mar/24 | 893 |
| abr/24 | 894 |
| mai/24 | 710 |
| jun/24 | 665 |
| jul/24 | 613 |
| ago/24 | 601 |
| set/24 | 783 |
| out/24 | 684 |
| nov/24 | 539 |
| dez/24 | 647 |
| jan/25 | 478 |
| fev/25 | 622 |
| mar/25 | 548 |
| abr/25 | 562 |
| mai/25 | 666 |
| jun/25 | 679 |
| jul/25 | 755 |
| ago/25 | 817 |
| set/25 | 1.380 |
| out/25 | 1.808 |
| nov/25 | 594 |
| dez/25 | 348 |
Nota média de 9,23/10 (n=15.036) e NPS +76 (n=17.910). Um NPS acima de +70 é classificado como de classe mundial na literatura de gestão da experiência.
Nota global (0 a 10)
NPS (-100 a +100)
O recorte mais distintivo de todo o acervo.
Grupos historicamente sub-representados não apenas chegaram ao curso: concluíram em proporção maior que a média geral. Entre pessoas com deficiência, a taxa de certificação é de 44,27%, quase sete pontos acima da média.
| Recorte | Inscrições | Certificados | Taxa | vs média |
|---|---|---|---|---|
| Pessoas com deficiência | 1.893 | 838 | 44,27% | +6.67 pp |
| Pessoas pretas, pardas e indígenas | 34.244 | 13.494 | 39,41% | +1.80 pp |
| Pessoas que não se declararam homens ou mulheres cisgênero | 1.000 | 406 | 40,60% | +3.00 pp |
Painel oficial da Enap, recortes com posição de 27/05/2026. Comparação contra a média geral de 37,60%.
Depoimentos gravados por servidores que fizeram o curso.
Se o vídeo não carregar, assista em youtu.be/oLh1SAIEtWI.
"Depois do curso, minha capacidade de realização, de fato, aumentou bastante."
"Ele prova para você como que você perde tempo com picuinha, com coisas banais, e deixa as grandes coisas, os grandes projetos, sendo enrolados."
"Eu obtive um ganho significativo na produtividade."
A pergunta que interessa ao Cefor não é se deu certo, e sim se repete.
O caso mostra um caminho que a Casa já sabe percorrer: um servidor com prática consolidada em determinado tema desenvolve conteúdo próprio, testa em turmas internas do Cefor ao longo de anos, e o material amadurecido se torna elegível para escalar por meio de uma escola de governo federal.
Três condições foram necessárias, e todas estão ao alcance institucional: espaço para ministrar internamente de forma continuada, o que permitiu a lapidação ao longo de várias edições; registro sistemático das avaliações, sem o qual não haveria como demonstrar resultado; e autoria reconhecida ao servidor, que sustentou a continuidade do trabalho.
O custo marginal por novo participante é próximo de zero: o curso opera sobre infraestrutura pública já existente e é gratuito ao servidor.
O mesmo conteúdo aplicado no Cefor e, em versão a distância, na Escola Virtual de Governo.
A metodologia se organiza em cinco blocos encadeados. Cada bloco entrega uma ferramenta que o participante leva pronta da sala, aplicada às demandas reais do próprio setor. A sequência importa: sem critério de priorização não há calendário que se sustente, e sem valores explícitos não há critério que resista à pressão.
Bloco 1 · Priorização
Matriz de Priorização e Lista Ordenada
Bloco 2 · Calendário
Big Rocks e proteção do tempo estratégico
Bloco 3 · Valores e comunicação
Valores como critério, decisão sem conflito e CNV
Bloco 4 · Foco
Trabalho profundo, Pomodoro e microambientes
Bloco 5 · Hábitos sustentáveis
Mínimos viáveis e prevenção do esgotamento
Curso majoritariamente prático, desenvolvido sobre casos reais trazidos pelos próprios participantes. A exposição teórica é curta e serve para abrir cada exercício. Ao final de cada bloco há consolidação entre pares, em que os participantes explicam o conteúdo uns aos outros, o que revela lacunas que escapariam à autoavaliação.
O participante sai da sala com material preenchido, não com anotações para organizar depois: matriz de priorização aplicada às próprias demandas, lista ordenada redigida, calendário da semana seguinte bloqueado, valores hierarquizados e roteiros de recusa ensaiados.
Drucker, Covey, Allen, Newport, Clear, Rosenberg, McKeown, Cirillo, Frankl, Loehr e Schwartz. O método não inventa framework: seleciona os que funcionam no contexto do serviço público e os integra numa sequência única.
O que é, como avalia, e onde esta iniciativa está no processo.
O Prêmio Espírito Público é uma iniciativa da República.org, organização dedicada à gestão de pessoas no setor público brasileiro. O prêmio reconhece servidoras e servidores públicos que transformam a realidade a partir de dentro do Estado, e não iniciativas externas à administração.
A premiação parte de uma constatação simples, do próprio regulamento: a maior parte da população brasileira é atendida por servidores públicos, e quanto melhor a gestão de pessoas para esses servidores, melhor a educação, a saúde e o desenvolvimento social que chegam ao cidadão.
Esta candidatura foi inscrita em Gestão de Pessoas, destacada acima.
Vale notar que diversidade e inclusão é critério formal de avaliação, não item acessório. É onde o recorte de equidade desta iniciativa tem peso: os grupos sub-representados concluem o curso em proporção maior que a média.
Checagem de pré-requisitos e análise preliminar. Verificação documental e de elegibilidade de todas as candidaturas inscritas.
Avaliação de especialistas. Análise do mérito por avaliadores externos, segundo os cinco critérios do regulamento.
Dupla checagem e seleção dos finalistas. Revisão independente das candidaturas mais bem pontuadas e definição de quem chega à final.
Pitch dos finalistas e seleção dos destaques. Apresentação ao vivo das iniciativas finalistas perante a banca.
Seleção do vencedor. Decisão final e cerimônia de premiação.
A iniciativa foi inscrita em 1º de junho de 2026 na 8ª edição do prêmio, na categoria Gestão de Pessoas. O processo está em curso e o resultado ainda não é conhecido. Os finalistas são anunciados em outubro de 2026.
A candidatura apresentou o curso da Escola Virtual de Governo como projeto, acompanhado de declarações institucionais da Câmara dos Deputados e do Tribunal de Contas da União, dos dados oficiais de alcance e avaliação, e de depoimentos de participantes.
Independentemente do resultado, a candidatura submete a iniciativa ao escrutínio de avaliadores externos, segundo critérios públicos. Foi esse processo que exigiu reunir, pela primeira vez num só lugar, a documentação completa de uma prática que a Câmara vinha desenvolvendo há uma década: as avaliações, os números de alcance, as declarações institucionais e os depoimentos que sustentam esta página.
Vale olhar a iniciativa contra os cinco critérios que o próprio regulamento define. Não é garantia de resultado, que depende de uma banca externa e de tudo o mais que estiver concorrendo. É a demonstração de que existe evidência documentada para cada um dos critérios, o que nem sempre é o caso.
79.546 inscrições e 29.910 certificados na Escola Virtual de Governo, mais 534 servidores formados presencialmente na Câmara. Alcance em todas as unidades da federação.
Dez anos de iteração antes de escalar. 29 turmas mensais consecutivas avaliadas por instrumento oficial da Enap, com nota 9,23/10 e NPS +76. Base bibliográfica explícita, não improvisada.
Não é potencial: já aconteceu. A prática saiu de uma escola de governo do Legislativo e virou curso nacional gratuito, com custo marginal próximo de zero por novo participante, sobre infraestrutura pública existente.
Todo número tem fonte identificada e data de apuração: painel oficial da Enap, pesquisa obtida por Lei de Acesso à Informação, declarações institucionais assinadas. Onde há ressalva de método, a ressalva está escrita, não escondida.
Pessoas com deficiência certificam a 44,27%, contra 37,60% da média geral. Os três recortes analisados concluem acima da média, e não apenas acessam o curso.
A parte mais difícil desta candidatura não foi escrever o formulário. Foi ter, no momento de escrever, dez anos de registro disponível. Quem começa hoje pode chegar lá em menos tempo, desde que registre desde o início.
Guarde a avaliação de cada turma, desde a primeira. É o insumo que não dá para reconstruir depois. Uma pasta com os formulários de reação de cada edição vale mais, anos depois, que qualquer relatório escrito de memória.
Peça os dados oficiais por Lei de Acesso à Informação. Se o seu curso roda numa escola de governo, os dados de alcance e de satisfação existem e são públicos. A LAI é o caminho formal para obtê-los de forma citável.
Junte declarações institucionais enquanto as pessoas ainda estão nos cargos. Uma declaração assinada por quem chefiava a área na época é difícil de conseguir cinco anos depois. Peça no momento em que o trabalho acontece.
Escolha a categoria com honestidade. A maior parte dos prêmios premia instituição ou equipe, não autor individual. Antes de investir tempo, verifique se pessoa física pode se inscrever e em qual categoria o trabalho realmente se encaixa.
Confira cada número antes de submeter. Um número inflado que alguém desminta custa mais que o número real. Nesta candidatura, uma afirmação sobre um reconhecimento anterior foi corrigida na véspera do envio, depois de confrontada com o emissor.
Trate a candidatura como organização, não como concurso. Mesmo sem prêmio, o processo obriga a reunir num só lugar tudo o que estava espalhado. Esta página existe porque a candidatura exigiu esse esforço.
Não é preciso ter um projeto extraordinário para começar. É preciso ter um trabalho real, feito com cuidado, e o hábito de registrá-lo.
Esta iniciativa não nasceu com ambição de prêmio. Nasceu de uma dificuldade concreta, virou uma oficina interna, foi repetida, corrigida e repetida de novo ao longo de anos. O reconhecimento externo veio muito depois, e só foi possível porque havia registro do caminho.
Se você é servidor da Casa e tem uma prática que funciona, ela provavelmente interessa a mais gente do que você imagina. O Cefor é o lugar onde isso começa.
Fonte: Regulamento do 8º Prêmio Espírito Público, República.org. Categorias, critérios e fases conforme o documento oficial da edição, arquivado em submissoes/2026-06-pep-8ed-republica-org/00-edital/.